Para as futuras mamães que estão assustadas com os surtos de doenças deste verão, estamos chegando perto do período mais critico de propagação do Aedes Aegypit!! Recebi este texto super informativo e por isso, achei super importante dar uma pausa nas festas para falar de assunto que deve estar no radar de toda gestante e toda mãe para cuidar de seus bebês!!!!!

A prevenção ainda é a melhor forma de controlar o Aedes Aegypit, mosquito transmissor do Zika vírus, suspeito de causar o recente surto de microcefalia no País. Para isso, além de tomar medidas simples para evitar a proliferação da larva, o uso contínuo de repelente foi reconhecido pelo Ministério da Saúde como uma arma importante para se proteger contra a picada do mosquito transmissor. Porém, a grande maioria das pessoas não sabe como funciona esse aliado.

No Brasil, existem diversas substâncias que são usadas como princípios-ativos para formular um repelente, entre elas o IR3535 – presente nos rótulos das loções repelentes como Ethyl Butylacetylaminopropionate, encontrada em diversas marcas (inclusive no principal repelente infantil disponível no mercado). A substância tem o melhor perfil de segurança entre os repelentes e é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para repelir o Aedes Aegypti.

O mosquito é atraído pelos odores transmitidos pelo corpo humano na transpiração. Por meio de suas antenas ele capta esses cheiros, que o levam até os indivíduos. Os repelentes, por sua vez, agem formando uma espécie de nuvem de substâncias não tóxicas ao redor da pele e quando o inseto se aproxima suas antenas são impregnadas por essas moléculas, entupindo seus microscópicos poros e impedindo que ele perceba os odores.

Embora o alerta principal seja para a proteção das grávidas, os pequenos estão especialmente expostos porque usam roupas leves que deixam a maior parte do corpo desprotegida, além de ser uma época propícia para brincadeiras ao ar livre. Por isso, o cuidado com eles deve ser redobrado, com o uso de repelente adequando. Existem formulações específicas para as crianças, porém, devido ao perfil de alta segurança quanto à toxicidade, o IR3535 é o único indicado para o uso a partir de 6 meses, tendo a mesma eficácia em pessoas de todas as idades, inclusive gestantes.

“A segurança do IR3535 se deve ao fato de possuir estrutura química exclusiva, semelhante à beta-alanina, um aminoácido encontrado no corpo humano. Por esse motivo, esse princípio-ativo é classificado como biopesticida, muito bem tolerado por bebês, idosos e pessoas com pele sensível, enquanto outros repelentes são classificados como pesticidas,” explica a Farmacêutica-bioquímica da Merck, Thalita Cristina Estima de Jesus. “Além disso, o IR3535 não tem restrições a quantidade de aplicações diárias, enquanto as demais opções podem ter limite máximo diário devido ao risco de neurotoxicidade.”

Como usar o repelente:

• Apenas as áreas expostas do corpo devem receber o repelente. O produto deve ser reaplicado conforme a indicação de cada fabricante e em caso de suor excessivo ou contato com água. Porém, é importante atentar para o limite de aplicações diária de cada produto.
• Apenas o IR3535 não possui restrição de aplicações diárias e pode ser usado em crianças a partir dos 6 meses.
• Existem repelentes específicos recomendados para as crianças, com formulações menos tóxicas.
• O tempo de ação varia de acordo com a concentração de princípio ativo na fórmula.
• Os bebês com menos de 6 meses devem ser protegidos com roupas adequadas e frescas, e proteção na casa e no berço. As mães devem ter cuidado redobrado para evitar que os mosquitos entrem em casa.
• Nenhum repelente é 100% eficaz, e, sendo assim, todas as medidas acima, bem como as que são apresentadas regularmente pelo Ministério da Saúde, devem ser seguidas.

21